Para o GBP/USD, a contagem de ondas continua a indicar a formação de um segmento de tendência de alta (gráfico inferior); no entanto, ao longo dos últimos seis meses, esse movimento assumiu uma forma corretiva complexa (gráfico superior). O segmento de tendência iniciado em 1º de julho pode ser interpretado como a Onda 4, ou como qualquer onda corretiva global, uma vez que apresenta claramente uma estrutura interna corretiva, e não impulsiva. O mesmo se aplica às suas sub-ondas internas. A estrutura da onda de baixa iniciada em 17 de setembro assumiu a forma clássica de cinco ondas a–b–c–d–e e foi concluída. Atualmente, o instrumento encontra-se em processo de formação de uma nova sequência de ondas de alta.
Naturalmente, qualquer estrutura de ondas pode tornar-se mais complexa a qualquer momento e se estender no tempo. Mesmo a suposta Onda 4 ainda pode evoluir para uma estrutura de cinco ondas, cenário no qual poderíamos observar uma correção adicional por vários meses. Assim, o mercado encontra-se atualmente em um ponto de bifurcação: ou a Onda 4 já foi concluída e seguirá uma alta prolongada da libra dentro da Onda 5, ou terá início uma nova sequência corretiva, com queda abaixo do nível de 1,3000.
O par GBP/USD recuou levemente na terça-feira, mas movimentos mais expressivos ainda podem ocorrer até o fim do dia. Em primeiro lugar, vale chamar a atenção para a estrutura interna da suposta Onda 3 ou C, que começou a se formar em 20 de novembro. Ela pode ser classificada como uma estrutura de três ondas ou de cinco ondas? As ondas internas são relativamente curtas, especialmente as corretivas. Normalmente, esse tipo de configuração sugere um movimento de preços prolongado — no nosso caso, de alta — no qual a estrutura interna tem importância secundária. Por enquanto, trata-se apenas de uma hipótese, já que a contagem de ondas do EUR/USD parece mais convincente. Ainda assim, o euro pode entrar na formação da quinta onda do segmento de tendência atual ainda nesta semana. Nesse cenário, tanto o euro quanto a libra tenderiam a subir, embora esse movimento dependa dos dados do mercado de trabalho e do desemprego nos Estados Unidos.
De modo geral, os participantes do mercado ignoraram a prisão de Nicolás Maduro no sábado, o que é bastante positivo para as perspectivas da libra. Quando o mercado ignora fatores que teoricamente favorecem o dólar — ainda que apenas de forma pontual — isso indica uma inclinação compradora. De acordo com a contagem global de ondas, a libra começou a formar a Onda 5. Se essa suposição estiver correta, qualquer avanço adicional nos preços tende a ser bem-vindo.
O dólar só poderia encontrar suporte em um aperto da postura monetária do Federal Reserve; contudo, no momento, o FOMC acompanha de perto o mercado de trabalho. Caso o processo de "arrefecimento" continue, os juros terão de ser reduzidos independentemente das preferências dos formuladores de política. Se a inflação também mantiver uma trajetória de desaceleração, esse será mais um argumento a favor de múltiplas rodadas de afrouxamento monetário em 2026.
Conclusões gerais
A configuração de ondas do GBP/USD mudou. A estrutura corretiva descendente a–b–c–d–e dentro da Onda C da Onda 4 parece ter sido concluída, assim como a própria Onda 4. Caso esse cenário se confirme, espera-se que o segmento principal da tendência retome seu desenvolvimento, com alvos iniciais nas regiões de 1,3800 e 1,4000.
No curto prazo, era esperada a formação da Onda 3 ou C, com objetivos próximos de 1,3280 e 1,3360, correspondentes aos níveis de retração de 76,4% e 61,8% de Fibonacci, que já foram alcançados. A Onda 3 ou C, ao que tudo indica, concluiu sua formação; portanto, no curto prazo, pode se desenvolver uma onda de baixa ou uma nova sequência corretiva.
A contagem de ondas em prazos mais longos apresenta-se quase ideal, embora a Onda 4 tenha superado o topo da Onda 1. Ainda assim, é importante lembrar que contagens de ondas "ideais" existem apenas na teoria; na prática, as estruturas costumam ser significativamente mais complexas. No momento, não há motivos para considerar cenários alternativos ao segmento de tendência de alta.
Princípios fundamentais da minha análise:
- As estruturas das ondas devem ser simples e claras. Estruturas complexas são difíceis de negociar e muitas vezes levam a mudanças.
- Se não houver confiança no que está acontecendo no mercado, é melhor ficar fora.
- Não há e nunca poderá haver 100% de certeza sobre a direção dos preços. Não se esqueça das ordens de Stop Loss de proteção.
- A análise de ondas pode ser combinada com outros tipos de análise e estratégias de negociação.